Texto para Jornal

Colegas farmacêuticos,

O mundo do trabalho, no Brasil, passa por momentos de turbulências e dificuldades, de transformações negativas que só contribuem para o crescimento do desemprego. A precarização do trabalho e desvalorização do trabalhador torna a relação entre patrão e empregado desequilibrada, completamente desigual e, pior, com a justiça do trabalho desautorizada e a reforma da previdência caminhando para ser aprovada, o futuro do trabalhador é aterrador, as perspectivas são apenas de piora, cada vez mais teremos menos direitos e jornadas exaustivas.

É verdade que a sociedade mudou, assim como suas demandas. Muitas das relações de trabalho precisam de regulação, que confere proteção ao trabalhador, a sua saúde e remuneração. Para nós farmacêuticos, as perspectivas são mais desfavoráveis. A empregabilidade no setor de farmácias comunitárias mudou com a vigência da Lei Federal 13021/14, mas a predominância de grandes grupos econômicos no setor mantém a postura maléfica nas negociações de trabalho, atuando para a redução salarial, com práticas de assédio moral, desvio de função, entre outros.

Por isso que, o Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia – Sindifarma, como entidade de defesa dos trabalhadores e trabalhadoras de farmácia do estado se posiciona contrário às reformas e todas as medidas contra os trabalhadores brasileiros. Como sindicato, defendemos os interesses e direitos dos farmacêuticos e de sua cidadania, mas também estamos ao lado das demais entidades que assumem, como nós, o seu papel na sociedade diante das graves ameaças aos nossos direitos.

Remuneração e condições trabalho dignos não são “despesas”, mas investimento que só contribuem para o crescimento do país. Nossa bandeira é reforçada nas diversas negociações e acordos coletivos. Atentamos para a representação do Sindifarma quanto à sua capacidade negocial, que se traduz no direito de contratação coletiva (CF 88), sendo capaz de intervir como parte legítima em ações judiciais, bem como o direito de elaborar a legislação laboral por meio dos acordos coletivos.

Toda a ação sindical é uma contribuição aos trabalhadores, não apenas para a defesa dos seus próprios interesses ou dos seus associados, como também para o desenvolvimento da própria sociedade. Sabemos que a nova lei trabalhista tenta alijar a associação de trabalhadores das entidades, ou seja, dos sindicatos, com o objetivo de enfraquecer a força que temos na defesa do trabalhador. Isso porque, um conjunto de farmacêuticos tem mais força para agir do que cada um por si, individualmente. Presenciamos isto diariamente quando nossos colegas nos procuram pedindo anonimato.

Por esses motivos, também, que a sindicalização continua sendo a solução, especialmente neste momento, ao considerar que o problema entre classe trabalhadora e patrão já esta instalado, e compromete a defesa do empregado. Estar sindicalizado é, portanto, um investimento aos trabalhadores de farmácia, dos serviços aos farmacêuticos para constituir benefícios que se refletem no dia a dia da sua atividade profissional.

Jefersson Couto, farmacêutico

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